domingo, 4 de agosto de 2024

                      PREFÁCIO PARA “O AMOR EM DOIS TEMPOS”

ARLETE VIEIRA – ARTESÃ DAS PALAVRAS E NA HISTÓRIA

                                                                                                *Adelaido dos Anjos


 “A ignorância é o verdadeiro pecado original. Os homens estão moralmente falidos porque não sabem da mina de ouro que existe neles próprios.” (J. Brierley)

A supracitada máxima calha oportunamente à obra magistral de Arlete Vieira: “O AMOR EM DOIS TEMPOS”. 

Ela é, literalmente e literamente, uma mina de ouro

A aventura das palavras não se justifica por si, pois elas, nas lavras de quem a manuseia com engenhosidade e maestria, se tornam lendas.

Conhecendo a escritora e trabalhado com ela no glorioso Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, não tiro nenhum ponto ou vírgula do que afirmo, embora devam aparecer críticos de plantão para desdenhar ou fazer conjurações de minhas assertivas. Sempre haverá. Outra questão. Mas não para essa escritora.  Eis que essa obra de arte literária dá vazam ao já dito pelo intelectual J. Brierley,  como a escritora em questão: “Os homens estão moralmente falidos porque não sabem da mina de ouro que existe neles próprios.”

Não entrando no assunto de figuras de linguagem: ...”neles próprios”, um, para temas do linguajar,  pleonasmo, a escritora sabe como tratar e nos enlevar com essa magnífica obra.

Não vou detalhar o conteúdo, pois seria leviandade, ou como diz o dito comum: “entregar o ouro”.

Tive o privilégio de ler os originais, depois das análises e opiniões do senhor Kleber, filho da autora, e, sem sombra de dúvidas, qualificado para tão nobre tarefa, apenas posso dizer que todos estão diante de um livro inigualável, em número de qualidade e gênero espetacular.

Aproveitando a oportunidade, vem me à lembrança o seguinte episódio, que li em O que é Literatura, de Marisa Lajolo: “Não faz tanto tempo, o mundialmente famoso sociólogo norte-americano Marshal McLuhan cometeu a especial delicadeza de dizer a um grupo de escritores reunidos num congresso do Pen Club que eles, escritores, eram nada mais nada menos do que ‘os últimos sobreviventes de uma espécie em vias de extinção’ pois ‘já não serve para nada escrever e publicar livros’ Teoria da Literatura).

Opinião absurda quando nos deparamos com O AMOR EM DOIS TEMPOS, de ARLETE VIEIRA – ARTESÃ DAS PALAVRAS E NA HISTÓRIA.

Não terminei.

Embora muitos querem para ter o delicioso e inigualável prazer de desfrutar da obra em tema.

Outra citação digna para essa ocasião, do professor Vítor Manuel de Aguiar e Silva: ‘a literatura não é um jogo, um passatempo, um produto anacrônico de uma sociedade dessorada, mas uma atividade artística que, sob multiformes modulações, tem exprimido e continua a exprimir, de modo inconfundível, a alegria e a angústia, as incertezas e os enigmas’ de todos os seres humanos.

Sem sombras de dúvidas, é assim com essa obra “       O AMOR EM DOIS TEMPOS, que nenhum adjetivo possui qualquer capacidade de justificá-la. É prima. 

 Lisonjeada e abençoada obra de ARLETE VIEIRA – ARTESÃ DAS PALAVRAS E NA HISTÓRIA.

Vale a pena ler e desfrutar...


        (Em concorrida noite de autógrafo em Dourados/MS)

“ARLETE VIEIRA nasceu em Dourados, no interior de MS, onde fez seus estudos fundamentais.

Casada com Osvaldo Cação (in memoriam), mudou-se para Campo Grande, onde cursou Letras na UCDB e lecionou Língua Portuguesa por algum tempo, antes de ser aprovada como servidora do Tribunal de Justiça de MS. Estreou no mundo das letras com Vivências de uma Dama Feliz e agora leva ao leitor O Amor em Dois Tempos, uma obra de leitura fácil, interessante e instigante, capaz de conduzi-lo ora pelos caminhos do conhecimento, ora pelas sendas da ficção picante, num misto de cultura e entretenimento.”


                                Adelaido dos Anjos (Escritor; poeta; professor; jornalista                                                    (MTE-MS 1101);  analista literário e revisor)

 


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